domingo, 12 de dezembro de 2010

BRB



L
ado a lado, quase que entrelaçados, apertava-lhe como se fosse a coisa mais valiosa e pequena do mundo. Conexão criada através de olhares cruzados, fazendo que por alguns segundos ela notasse naquele homem tão dela, tamanha vulnerabilidade. Ele, percebendo que transparecia além de seu próprio limite, beijou-a transformando toda aquela calmaria num momento de mais vigor. E foi então que ela o interrompeu, para rir:
E: O que foi? - Perguntou ele sem entender.
L: Você não sabe me beijar com calma por mais de 4 segundos...
E: Cla-claro que consigo oras!
L: "Cla-claro", tente novamente.
Como o esperado: Sem sucesso.
L: Não disse?
E: Consigo sim!
L: Quer tentar mais uma vez?
Beijou-a com as mãos travadas, mas ainda assim...
L: Você contrai algumas partes do corpo e força seu rosto contra o meu. - Sorria como se aquela situação fosse totalmente previsível.
E: Só não consigo porque sua boca é diferente de todas as outras e toda vez que você chega perto, meu corpo arrepia aqui. - Passava o indicador na barriga dela mostrando um suposto percurso.
L: Sério? - Dizia timidamente.
E: Sim...E depois me dá uma coisa no ouvido...Me dá vontade de ter você.
L: Coisa no ouvido?
E: É, não sei explicar bem...É parecido com algum tipo desconhecido de "pressão".
L: Você é louco! - Sorria constrangida.
E: Sou! Então deixa eu roubar você?
L: Até deixaria, mas de acordo com meus conceitos, não se pode roubar algo que já lhe pertence.

Ele mostrou os dentes pelo canto do sorriso e acariciou-lhe o rosto, dando um beijo curto em sua boca. Ela aconchegou-se em seus braços e, fechando os olhos, assistiu a um rápido filme que a fez calibrar os sentidos: Chegara a hora de ir embora, voltar pra casa, de doar-se à ele sem supostas preocupações com as próximas vidas, até depois da última gota. Pela primeira vez notou que a chuva passara e toda aquela neblina desaparecia, ainda que vagarosamente, fazendo com ela pudesse enxergar o caminho de volta. Seus pés marcados não permitiam que o percurso se tornasse mais rápido, então era indiretamente obrigada a recuar devagar, o que se tornava um ponto positivo quando otimizava que de tal forma seria menos difícil encontrar os destroços daquela "confiança" que perdera pelo caminho.

E: Vai ficar tudo bem...
L: Eu sei que vai... Eu amo você.

3 comentários:

Luana disse...

'everything is gonna be alright!'

a melhor coisa de se ouvir qndo estamos apreensivos.

. pamela moreno santiago disse...

Passando só para divulgar o novo blog que faço parte: One Bitter Coffee. Entre e saboreie as delícias de um café amargo.
Beijos ;*

ps: não se esqueça de visitar também o Cereza Ambulante. *-*

Maria disse...

Simplismente LINDO! Estou seguindo aqui. Tem um selinho pra ti no meu blog, espero que goste. http://umprofundosentimento.blogspot.com/p/selos.html beijos (=